Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin nos EUA atraíram apenas US$31 milhões em entradas líquidas em 28 de setembro, sinalizando uma desaceleração notável na demanda institucional pelo ativo. Esta baixa captação ocorre enquanto o Bitcoin permanece estagnado abaixo de uma importante barreira de oferta de US$84.000, que se mostra cada vez mais difícil de ser rompida. BlackRock, através do seu iShares Bitcoin Trust (IBIT), liderou a sessão com US$54,84 milhões em entradas, adicionando aproximadamente 657 Bitcoins e elevando suas holdings novamente acima de 800.000 BTC. A redução no fluxo de capital institucional para o mercado de cripto diminui a pressão de compra, dificultando a superação de níveis de resistência de preço. Isso pode pressionar o preço do BTC e ETH para baixo, enquanto ETFs como IBIT e FBTC podem ver seu crescimento de AUM desacelerar. O cenário global de menor apetite por risco cripto pode levar investidores brasileiros a reduzir exposição em ativos como HASH11 e BITH11. Em 2021, após a aprovação do ETF de futuros de Bitcoin, o momentum de preço também desacelerou antes de uma correção, com entradas institucionais voláteis. O próximo gatilho a monitorar é a renovação de volumes significativos de entrada nos ETFs, idealmente acima de US$200 milhões diários, e a capacidade do Bitcoin de romper a resistência de US$84.000. No médio prazo, a persistência de baixos fluxos pode indicar uma fase de consolidação ou correção para o Bitcoin, a menos que novos catalisadores macroeconômicos ou regulatórios surjam.
Nos próximos 2-4 semanas, o Bitcoin ($77k hoje) deve permanecer sob pressão, com o suporte de US$75.000 sendo testado. A falha em romper US$84.000 e a baixa captação dos ETFs ($31M) podem levar a uma correção para US$70.000-72.000. O payroll de 2 de outubro pode introduzir volatilidade, mas o principal gatilho para reversão seria um aumento substancial nas entradas de ETFs, superando a marca de US$200 milhões diários.
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