Mercado de trabalho pode ter acomodação mais lenta que a esperada, apontam economistas

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, a menor registrada desde o início da série histórica em 2012. O valor ficou abaixo do 2º trimestre (5,4%) e do mesmo período de 2025 (5,6%). No trimestre encerrado em agosto, a taxa foi de 5,3%. O resultado está em linha com a mediana das expectativas de 21 consultorias e instituições financeiras, que apontavam 5,2% ou 5,3%. A Pnad também registrou um aumento de 0,6% no número de pessoas ocupadas, totalizando 103,6 milhões, um novo recorde. O nível de ocupação – parcela da população em idade de trabalhar que está ocupada – subiu para 59%, renovando o patamar recorde da pesquisa. Comentários de economistas como Leandro Padulla, do ASA, William Kratochwill, do IBGE, e Luis Otávio Leal, do G5 Partners, destacam a resiliência do mercado de trabalho, a influência das eleições presidenciais e a possibilidade de desaceleração gradual da economia.

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