Kashkari, presidente do Fed de Minneapolis, disse que o banco central fará o que for necessário para levar a inflação de volta à meta, ressaltando a robustez do crescimento dos EUA mesmo com tarifas e a tensão no Irã. O mecanismo econômico envolve a provável elevação da taxa de juros, o que encarece o crédito, fortalece o dólar e eleva os rendimentos dos títulos. Para investidores brasileiros, um dólar mais forte pode depreciar o real e pressionar a liquidez dos bancos locais, como o ITUB4, além de impactar a cotação de commodities importadas. Bancos centrais de outras economias observarão a política americana, ajustando suas próprias trajetórias de juros. Um paralelo histórico ocorre em 2022, quando a política de alta de juros do Fed reduziu a inflação de 9,1% para 3,0% ao final de 2023. O próximo gatilho será a divulgação dos dados de inflação CPI dos EUA e a reunião do Fed, que definirão a necessidade de novos ajustes. No médio prazo, o cenário dependerá da trajetória da inflação e da resposta do Fed, com possíveis efeitos de risco‑off se houver endurecimento adicional.
O desfecho dependerá dos próximos dados de inflação CPI dos EUA e da decisão da reunião do Fed, que definirão se haverá novos aumentos de juros.
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