A mais recente edição da Pesquisa Fintechs de Crédito Digital, realizada pela Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) e pela PwC Brasil, apontou que 79% das fintechs de crédito operavam com garantias em 2025. Esse índice representa o maior patamar histórico da série, crescendo acentuadamente dos 34% registrados quatro anos antes, em 2021. O mecanismo econômico por trás dessa expansão é a redução do risco para as fintechs, que, ao aceitarem garantias, podem oferecer crédito a um custo menor ou para um público mais amplo. Para o pequeno investidor brasileiro, essa mudança significa um mercado de crédito mais dinâmico, com potencial de acesso a empréstimos com condições mais competitivas. Este movimento reflete uma diversificação na oferta de crédito, similar à popularização da alienação fiduciária no crédito imobiliário nos anos 2000. O desfecho dessa tendência dependerá da capacidade das fintechs de gerenciar as garantias e da evolução regulatória do setor.
A divulgação da próxima edição da Pesquisa Fintechs de Crédito Digital pela ABCD e PwC, prevista para o primeiro semestre de 2027, e os balanços trimestrais das fintechs e bancos, que detalharão a evolução de suas carteiras de crédito com garantia e taxas de inadimplência, são os próximos eventos a monitorar.
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