O preço do ouro registrou alta, aproximando-se de $4,400 por onça, em um cenário onde a fraqueza do dólar compensou as preocupações com a inflação oriunda das tensões no Oriente Médio. A desvalorização do dólar (DXY em 99.50) tipicamente torna commodities denominadas na moeda americana mais baratas para compradores internacionais, elevando sua demanda. Ativos como GLD (ETF de ouro) e IAU (iShares Gold Trust) tendem a se valorizar diretamente, enquanto mineradoras de ouro como NEM e GOLD também podem apresentar ganhos. Para o investidor brasileiro, um dólar fraco pode mitigar parcialmente o ganho do ouro em BRL (USDBRL em 5.2132), mas a valorização intrínseca do metal ainda se reflete em ETFs locais como GOLD11. Historicamente, em períodos de dólar fraco e tensões geopolíticas, como na crise do petróleo de 1973-74, o ouro subiu mais de 100% em dois anos. O próximo dado de payroll (NFP) em 4 de setembro de 2026 e a decisão do FOMC em 16 de setembro serão cruciais para a direção do dólar e, consequentemente, para o ouro. No médio prazo (3-6 meses), a dinâmica dólar/inflação/geopolítica continuará ditando o preço do ouro, com potencial para testar novos patamares se os riscos se intensificarem.
Nas próximas 4-6 semanas, o ouro deve manter-se volátil, com potencial para testar a resistência de $4,500 se o dólar continuar a enfraquecer e a inflação persistir. Um gatilho para alta seria uma escalada nas tensões geopolíticas ou um payroll fraco nos EUA em 4 de setembro. Por outro lado, um dólar mais forte ou desescalada no Oriente Médio pode levar a um recuo para $4,350.
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