Bradsaúde (SAUD3) anuncia R$ 1 bilhão em dividendos; veja quem recebe e quando será pago

Bradsaúde (SAUD3) anuncia R$ 1 bilhão em dividendos; veja quem recebe e quando será pago A Bradsaúde (SAUD3) anunciou a distribuição de R$ 1 bilhão em dividendos após registrar lucro líquido de R$ 1,08 bilhão no terceiro trimestre de 2026, alta de 14% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado superou as expectativas do BTG Pactual, que manteve recomendação de compra para as ações, com preço-alvo de R$ 18. O valor representa um potencial de valorização de 16,7% em relação à cotação de R$ 15,42 utilizada pelo banco no relatório de quarta-feira (21). O BTG considera que os resultados podem levar a revisões positivas das projeções de lucro da companhia. A receita da empresa chegou a R$ 14,3 bilhões no trimestre, em linha com as estimativas. Já o lucro ficou 8% acima do esperado pelo banco, favorecido pelo desempenho dos planos de saúde, pelo controle de despesas e pela redução da carga tributária efetiva. Dividendos da Bradsaúde (SAUD3): quem tem direito? Os dividendos anunciados pela Bradsaúde correspondem a aproximadamente R$ 0,342 por ação, com pagamento previsto para 30 de março de 2027. Terão direito ao recebimento os investidores que possuírem ações da companhia ao final do pregão de 30 de outubro. A partir de 3 de novembro, os papéis serão negociados sem direito a essa distribuição. O montante representa um dividend yield de aproximadamente 2,2%, considerando a cotação de referência utilizada pelo BTG. Com o anúncio, a Bradsaúde acumula R$ 1,48 bilhão em proventos declarados em 2026, incluindo R$ 480 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) anunciados anteriormente. Quer transformar seus investimentos em uma fonte de renda? Na maior Black Friday da história da Suno, descubra estratégias para construir seu patrimônio e buscar a independência financeira. Live gratuita em 04/11, às 20h, com bônus exclusivos. Garanta sua vaga! Por que o BTG recomenda comprar SAUD3? Segundo Samuel Alves e Maria Resende, analistas do BTG Pactual, a melhora dos resultados operacionais foi determinante para a surpresa positiva no trimestre. A sinistralidade consolidada, indicador que mede a proporção dos recursos utilizados para cobrir despesas assistenciais, ficou em 84,5%, abaixo dos 85,4% projetados pelo banco. Embora represente um aumento de 0,5 ponto percentual na comparação anual, o resultado foi melhor do que o esperado. Quanto menor a sinistralidade, menor a parcela da receita consumida pelos custos de atendimento dos beneficiários. A Bradesco Saúde, principal operação do grupo, registrou crescimento de 9,5% nos prêmios ganhos, para R$ 13,5 bilhões. O lucro líquido da divisão chegou a R$ 857 milhões, avanço de 14% em um ano. A empresa também adicionou 51 mil beneficiários de planos médicos no trimestre, abaixo dos 83 mil esperados pelo BTG. Outro destaque foi a Atlântica Hospitais, cujo lucro líquido avançou 191%, para R$ 53 milhões. A operação encerrou setembro com 2.278 leitos em funcionamento e 4.449 leitos contratados. Lucro pode superar as projeções do BTG? O desempenho do terceiro trimestre levou os analistas a considerar que a estimativa de lucro líquido de R$ 4,6 bilhões para 2026 pode estar conservadora. Nos 12 meses encerrados em setembro, a Bradsaúde acumulou lucro de R$ 4,3 bilhões, crescimento de 23% na comparação anual. O banco também considera que o quarto trimestre terá uma base de comparação mais favorável, o que pode ajudar a reduzir a sinistralidade na comparação com 2025. Por outro lado, a perspectiva de queda dos juros representa um risco para o resultado financeiro da companhia, que possui uma posição relevante de caixa e aplicações. Ainda assim, com as ações negociadas a menos de nove vezes o lucro projetado para 2027, o BTG mantém a recomendação de compra para a Bradsaúde (SAUD3) e o preço-alvo de R$ 18 para os próximos 12 meses.

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