As taxas de hipoteca nos Estados Unidos mantêm-se em aproximadamente 7%, um patamar elevado que restringe significativamente a acessibilidade e demanda por moradias. Smriti Popenoe, Co-CEO da Dynex Capital, aponta que essa alta é impulsionada por rendimentos crescentes dos Treasuries, reflexo do aumento do endividamento governamental e da emissão de dívida por grandes empresas de tecnologia (hyperscalers), que competem por capital. Em 2006-2007, antes da crise de 2008, taxas de hipoteca crescentes também contribuíram para um esfriamento do mercado imobiliário, culminando em uma queda de 30-50% nos preços de imóveis em algumas regiões dos EUA. A próxima reunião do Federal Reserve e possíveis sinalizações sobre ajustes na política de balanço ou taxas de juros serão cruciais para o futuro do mercado imobiliário. No médio prazo, o mercado imobiliário dos EUA deve permanecer sob pressão até que haja uma descompressão significativa dos rendimentos de longo prazo ou uma intervenção mais direta do Fed para aliviar as condições de crédito.
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