O mercado de commodities reagiu à notícia de um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, um ponto crítico para o fluxo global de petróleo, com o cobre registrando um rali imediato. Este acordo sinaliza uma desescalada de tensões, diminuindo o prêmio de risco geopolítico e os custos de seguro e transporte no Golfo Pérsico. Consequentemente, a expectativa é de uma estabilização ou queda nos preços do petróleo, beneficiando setores intensivos em energia como aviação e transporte marítimo, enquanto o ouro, ativo de refúgio, perde atratividade. A fala de Taylor Melvin, CEO da Ivanhoe Electric, destaca a complexidade do cenário, com o mercado agora atento à decisão do Presidente Trump sobre possíveis tarifas no cobre, o que pode reconfigurar as cadeias de suprimentos e os preços domésticos. Historicamente, a imposição de tarifas (como na guerra comercial EUA-China em 2018) gerou volatilidade e reestruturações setoriais. O próximo gatilho será a comunicação oficial sobre as tarifas de cobre e a sustentabilidade do acordo Irã-EUA nas próximas semanas.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado de cobre e petróleo será dominado pela expectativa da decisão de tarifas do Presidente Trump. Se as tarifas forem anunciadas, o cobre ($8000/ton hoje) pode ver um pico de ~3-5% para mineradoras domésticas, enquanto o petróleo ($80 WTI hoje) deve se manter estável abaixo de $85. Um rompimento do acordo com o Irã, embora menos provável, poderia impulsionar o Brent acima de $90 em 72h. A sustentação do acordo e a ausência de tarifas amplas são cruciais para a continuidade do rali do cobre e para o alívio das aéreas.
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