O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (3) em alta. A divisa norte-americana encerrou cotada a R$ 5,4872, alta de 0,79%, no mercado à vista. O movimento local acompanhou o desempenho do dólar global. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em alta de 0,12%, aos 101,8600 pontos. Por dentro dos mercados Receba gratuitamente as newsletters do Money Times OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários. O que movimentou o dólar hoje? O dólar à vista voltou a acelerar nesta terça-feira, em meio à deterioração da percepção de risco doméstico após o resultado das eleições presidenciais. O principal fator de estresse local veio dos ruídos políticos e fiscais. “Os investidores repercutiram negativamente os rumores sobre um suposto interesse do presidente Lula na proposta do economista André Lara Resende, que propõe o tabelamento da Selic”, afirmou Emerson Junior, head de câmbio e contas internacionais da Convexa Investimentos. “Além disso, a total indefinição sobre o nome que assumirá o Ministério da Fazenda e a falta de diretrizes para o ajuste das contas públicas na próxima gestão pressionaram o desempenho dos ativos locais”, completou. O Boletim Focus também roubou as atenções dos investidores ao indicar uma nova deterioração das expectativas de inflação, com a projeção do IPCA para 2026 passando de 5,19% para 5,22% e a de 2027 subindo de 4,34% para 4,76%. As estimativas para a Selic também avançaram, reforçando a percepção de que os juros poderão permanecer elevados por mais tempo. Vale lembrar que amanhã o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgará uma nova decisão sobre a Selic. A expectativa é de manutenção da taxa em 13,75% ao ano. As Opções do Copom da B3, na última atualização na sexta-feira (30), mostravam 72,50% de chance de manutenção dos juros. A probabilidade de queda de 0,25 pontos-base era de 26%. No exterior, os investidores acompanharam as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos – que podem ter reflexos na política externa da maior economia do mundo. “Nossa hipótese-base é de que os mercados precificam integralmente a perda da Câmara pelos republicanos, mas apenas parcialmente uma vitória democrata completa. Uma onda azul (blue sweep) pode pressionar o dólar”, disse Francesco Pesole, estrategista de câmbio do ING. Os temores de uma regulamentação mais rigorosa podem pesar sobre as ações de inteligência artificial (IA), enquanto os mercados podem precificar riscos maiores de impasse nas decisões sobre questões como o financiamento do governo e o teto da dívida.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real