O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) elevou sua taxa de juros de referência em 0,25 ponto percentual, para 4% ao ano, no primeiro aumento de juros promovido pelo banco central britânico desde agosto de 2023, em linha com as expectativas do mercado. O comitê de política monetária destacou a aceleração da inflação devido aos elevados preços de energia e aos dados fortes sobre a economia do país. A decisão pela alta de juros de 0,25 ponto percentual não foi unânime, com oito votos a favor, enquanto uma integrante do comitê, Catherine Mann, votou por uma elevação de 0,50 ponto percentual, para 4,25%. “Embora os efeitos diretos da elevação dos preços de energia sejam claros — e continuem a impactar as contas de energia de empresas e famílias —, ainda há poucas evidências de efeitos indiretos sobre outros preços e salários. Contudo, o grau de pressão inflacionária em formação é, no momento, suficiente para justificar um aumento da taxa básica de juros”, diz o BoE em comunicado. Os dados sobre a atividade econômica nos últimos meses mostraram-se, de modo geral, mais fortes do que o esperado, “reforçando a necessidade de um leve endurecimento da política monetária.” O BoE reiterou que a política monetária não segue uma trajetória predefinida, e que o comitê ajustará a taxa básica de juros conforme necessário, para garantir que a inflação retorne à meta de 2% no médio prazo. O banco central britânico destaca que o conflito no Oriente Médio entrou em seu nono mês, e os preços globais de energia continuaram a subir, partindo de um patamar que já era elevado. A inflação medida pelo índice de preços ao consumidor no Reino Unido atingiu 3,5% em setembro, e a expectativa atual é que ela suba para cerca de 5% até meados do próximo ano, diz o BoE. A projeção é de uma queda posterior, com a dissipação do impacto da alta da energia sobre a inflação em 12 meses e a manutenção da pressão desinflacionária da política monetária restritiva. Simon Dawson/Bloomberg
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