A Empiricus divulgou uma lista de 12 recomendações de ativos para a construção de carteiras de renda extra de longo prazo, em um contexto de expectativa de queda de juros. A perspectiva de taxas de juros mais baixas eleva o valor presente de fluxos de caixa futuros e realoca capital da renda fixa para ativos de maior risco/retorno, buscando maior yield e potencial de apreciação. Isso favorece ações pagadoras de dividendos, como ITSA4 e BBAS3, Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) de tijolo, como HGLG11 e VISC11, e REITs globais como O (Realty Income), que oferecem rendimentos atrativos. Para o investidor brasileiro, o cenário de Selic em queda estimula a busca por alternativas ao CDI, impulsionando o IBOV (via BOVA11) e setores domésticos de crescimento. Fundos de pensão e seguradoras globais, em busca de yield, intensificam a alocação em ativos geradores de renda, como infraestrutura e imóveis, pressionando valuations. Historicamente, ciclos de flexibilização monetária como o pós-crise de 2008 ou o período 2017-2019 no Brasil (Selic a 6.5%) impulsionaram FIIs em 30-50% e ações de dividendos em 20-40% ao ano. O próximo gatilho será a comunicação dos bancos centrais sobre o ritmo de cortes de juros, com o Banco Central do Brasil e o Fed a serem monitorados nas próximas reuniões. No médio prazo (12-18 meses), um ambiente de juros estruturalmente mais baixos pode consolidar a preferência por ativos de renda, exigindo seleção criteriosa para evitar bolhas de yield.
Nas próximas 4-8 semanas, a expectativa de corte de juros deve continuar a impulsionar a demanda por ativos de renda. Se o BCB sinalizar cortes mais acentuados na próxima reunião, FIIs e ações de utilities podem ter um rali de 3-7%. No médio prazo (6-12 meses), a sustentação da tese dependerá da estabilidade inflacionária e do ritmo de crescimento econômico global.
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