O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro da segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, determinou que a prorrogação da votação do segundo turno por duas horas, decretada pelo ministro Cristiano Zanin anteriormente, só valerá para as urnas que ainda não foram fechadas após as 17h. A prorrogação por Zanin ocorreu após o ministro aceitar o pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Liberal (PL) de prorrogar o horário de votação até por duas horas por conta de problemas com transportes em algumas cidades e com as condições climáticas em outras. Nunes Marques foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2020. Em 2021, o piauiense foi eleito presidente da segunda turma da Corte, na qual integra até hoje, apesar de não ocupar a cadeira mais alta. Já em 2023, Nunes Marques se tornou ministro efetivo do TSE, em que atuou como vice-presidente da ministra Cármen Lúcia em 2024. Agora, o atual 58º presidente do TSE permanecerá na cadeira até maio de 2027. O piauiense é formado em direito pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), além de ser pós-graduado em Ciências Jurídicas pela Universidade Maranhense, mestre em Direito pela Universidade Autónoma de Lisboa, doutor em Administração Hacienda y Justicia pela Universidade de Salamanca, na Espanha, e pós-doutor em Direitos Humanos e Direito Constitucional pelas universidades de Salamanca e de Messina, na Itália, respectivamente. O atual presidente do TSE atuou como advogado entre 1995 e 2011. Nestes anos, entre 2008 e 2011, foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí e, posteriormente, desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região de 2011 a 2018. Antes de integrar a Corte do STF, Nunes Marques foi vice-presidente do TRF1 de 2018 a 2020, de acordo com o TSE. No comando do órgão máximo da Justiça Eleitoral, o ministro exaltou a urna eletrônica, ao classificá-la como “patrimônio da democracia brasileira”. A fala veio após o candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro fazer declarações falsas sobre a ferramenta de voto brasileira. Como ministro do STF, o ministro teve participação nos seguintes temas: Afastou a aplicação da “revisão da vida toda” dos benefícios de aposentadoria; Determinou a remessa do caso da Eletrobras à Câmara de Conciliação da Administração Federal (CCAF); Garantiu acesso ao crédito consignado para pessoas que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e outros programas federais de transferência de renda; Confirmou dispositivo da Lei de Lavagem de Dinheiro, que autorizou o Ministério Público e a polícia a requisitar das empresas de telefonia dados cadastrais de pessoas investigadas, sem a necessidade de ordem judicial; Apresentou um destaque que dificulta o aborto em gestação decorrente de estupro; Votou pela criminalização da maconha e da diferenciação de usuário e traficante a partir de 40 gramas; Votou a favor da tese do Marco Temporal. *Estagiária sob supervisão de Diogo Max
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