Igor Sechin, CEO da Rosneft, declarou que as tarifas de exportação impostas pelos EUA iniciaram uma 'corrida pelo cobre', levando a uma duplicação das ofertas de minério e concentrado nos primeiros sete meses deste ano. As tarifas norte-americanas perturbam as cadeias de suprimentos globais, elevando os custos para importadores e incentivando a busca por fontes alternativas, o que pressiona os preços do cobre para cima. Consequentemente, mineradoras como Freeport-McMoRan (FCX) e Southern Copper (SCCO) tendem a se beneficiar da valorização da commodity, enquanto ETFs setoriais como COPX registram ganhos. Para o investidor brasileiro, a Vale (VALE3) pode ver um impacto positivo marginal em sua receita de cobre via metais básicos, embora o minério de ferro seja seu principal driver. Um paralelo histórico é a guerra comercial EUA-China de 2018, quando tarifas sobre aço e alumínio geraram volatilidade e reorganização das cadeias. Os próximos dados sobre estoques globais de cobre e novas políticas comerciais dos EUA serão gatilhos importantes; no médio prazo, a 'corrida' pode impulsionar investimentos em novas minas, mas a volatilidade de preços deve persistir.
Nas próximas 4-6 semanas, espera-se que os preços do cobre ($9000-9500/tonelada métrica hoje) continuem sob pressão de alta, com potencial para testar a resistência de $10.000/tonelada métrica, impulsionando ações como FCX e SCCO. O principal gatilho de aceleração seria qualquer escalada nas tensões comerciais ou interrupções adicionais na cadeia de suprimentos. No entanto, se o DXY se fortalecer inesperadamente, isso poderia limitar os ganhos das commodities.
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