Cristiano Zanin é de direita ou de esquerda? Veja quem indicou o ministro ao STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin atendeu, neste domingo (25), o pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Liberal (PL) de prorrogar o horário de votação até por duas horas por conta de problemas com transportes em algumas cidades e com as condições climáticas em outras. Com isso, o segundo pleito das eleições gerais de 2026 vão até às 19h (pelo horário de Brasília). Zanin foi indicado pelo presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro, que atuou como advogado de Lula nos processos da Operação Lava Jato, tomou posse no dia 3 de agosto de 2023. Natural de Piracicaba, em São Paulo, Zanin tem 49 anos e foi indicado para substituir Ricardo Lewandowski, que se aposentou em abril de 2023. No ano seguinte, o ministro foi eleito pelo Plenário do STF para ocupar uma das vagas de ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em razão da posse do ministro André Mendonça como titular do Tribunal. Zanin foi reeleito para esse cargo por mais dois anos em setembro deste ano. O ministro se formou em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) em 1999. Posteriormente, se especializou em direito processual e empresarial, segundo seu currículo lattes. Seu primeiro passo profissional foi no escritório Arruda Alvim, entre 2000 e 2004. Em seguida, o ministro atuou por quase 20 anos como sócio do escritório Teixeira e Martins, fundado pelo advogado Roberto Teixeira, sogro de Zanin. Teixeira foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e é próximo de Lula. Foi por sugestão sua que Zanin passou a ser responsável pelos casos envolvendo Lula na operação Lava Jato. Zanin e a esposa tiveram seu próprio escritório de advocacia, o Zanin Martins Advogados, especializado em “litígios decisivos, individuais e empresariais”. Como advogado, Zanin atuou em casos de grande repercussão, como recuperação judicial da Varig, falência da Transbrasil e revisão do acordo de leniência da J&F, além do caso recente das Lojas Americanas, onde atuou como advogado de defesa. O ministro foi professor de Direito Civil e Direito Processual Civil na Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), é membro do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), além de sócio efetivo do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), associado-fundador do Instituto Brasileiro de Direito e Ética Empresarial (IBDEE) e membro do International Bar Association (IBA). Votos de Zanin no STF Restrição de mulheres na Polícia Militar: relator das ações, Zanin votou pela invalidade de regras que limitam a participação de mulheres em concursos públicos para as forças de Segurança; Vacinas obrigatórias: ministro suspendeu decretos de municípios de Santa Catarina que dispensavam a exigência de vacinação contra covid-19 para confirmar matrículas em escolas públicas; Dados do Coaf: relator do caso, o ministro cassou decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e validou o compartilhamento de dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sem autorização judicial prévia, para fins de investigação policial; Descriminalização do porte de maconha: Zanin votou contra a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal, mas manifestou a favor da diferenciação entre usuário e traficante; Marco Temporal: Zanin votou contra a Tese do Marco Temporal, entendendo que o direito à terra pelas comunidades indígenas independe do fato de estarem ocupando o local em 5/10/1988; Suspensão do X: Zanin acompanhou Alexandre de Moraes em sua decisão para suspensão do X no Brasil. *Estagiária sob supervisão de Diogo Max

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