O contrato mais líquido do ouro avançou nesta quarta-feira (30), estendendo ganhos da última sessão, após o índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos EUA registrar valor abaixo do esperado. Este dado reduziu as apostas de uma alta da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) em outubro, implicando em juros reais potencialmente mais baixos e um dólar mais fraco, o que historicamente favorece o ouro e ativos de risco. Em 2019, após o Fed sinalizar pausas no ciclo de alta de juros, o ouro subiu cerca de 18% nos 12 meses seguintes, e o S&P 500 avançou 28%. O próximo payroll dos EUA em 2 de outubro de 2026 será crucial para confirmar a tendência de descompressão inflacionária e as expectativas sobre a política do Fed. No médio prazo, se o Fed mantiver a postura dovish, o ambiente será de suporte para o ouro e ativos de risco, embora a inflação ainda possa surpreender e reverter o cenário.
O payroll de 2 de outubro é o gatilho imediato. No médio prazo (3-6 meses), um cenário de 'soft landing' com juros estáveis favoreceria a rotação para tecnologia e mercados emergentes.
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