A pesquisa Firmus, divulgada pelo Banco Central, manteve a mediana para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 em 5,00%. Contudo, o levantamento revisou para cima a estimativa de inflação para 2027 e indicou um dólar mais alto nos próximos seis meses, sinalizando pressões inflacionárias persistentes e possível manutenção de juros elevados. Para o investidor brasileiro, a expectativa de juros mais altos por mais tempo tende a pressionar o IBOV negativamente, especialmente setores domésticos e FIIs de tijolo, mas pode fortalecer o real no curto prazo se o Banco Central reagir. Em 2015, expectativas de inflação desancoradas e dólar em alta levaram o Banco Central a elevar a Selic para 14,25%, impactando negativamente o crescimento do PIB. Os próximos relatórios Focus e dados de inflação (IPCA mensal) serão cruciais para reavaliar a trajetória das expectativas e a política monetária. No médio prazo, a convergência da inflação para a meta dependerá da disciplina fiscal e da capacidade de o Banco Central sinalizar credibilidade, com o dólar servindo como termômetro das percepções de risco.
Nas próximas 4-6 semanas, o mercado monitorará atentamente os próximos dados de inflação e as atualizações do relatório Focus para captar sinais de melhora ou deterioração das expectativas. Se o dólar estabilizar ou cair, haverá alívio para a inflação. No médio prazo, a persistência de juros altos pode limitar o rali de ações domésticas, favorecendo exportadoras e bancos com boas teses de crédito.
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