Grandes empresas brasileiras consideram o mercado de influência um ativo estratégico com impacto direto nos balanços, e planejam aumentar investimentos, conforme constatado por uma nova pesquisa. Contudo, há um "abismo" significativo entre essa intenção declarada e a execução prática das estratégias de marketing de influência. Essa lacuna representa uma alocação de capital ineficiente, impactando o retorno sobre o investimento (ROI) em marketing e, consequentemente, a capacidade de geração de valor para o acionista. Para o investidor brasileiro, essa ineficiência sugere que o capital alocado em marketing por parte de grandes empresas pode não estar gerando o valor esperado, afetando múltiplos de avaliação e a atratividade do mercado de ações local. Historicamente, a transição para o marketing digital no início dos anos 2000 mostrou que empresas que falharam em adaptar suas estratégias de publicidade viram seus orçamentos menos eficazes, impactando o crescimento em até 10% anualmente. O próximo gatilho a monitorar são os resultados trimestrais, que poderão evidenciar a eficiência do gasto em marketing. No médio prazo, empresas que conseguirem fechar esse abismo entre discurso e prática através de métricas claras e execução eficiente deverão superar seus pares em crescimento de marca e market share.
Nas próximas 4-6 semanas, o mercado observará atentamente os balanços e as declarações de gestão das grandes empresas brasileiras sobre suas estratégias de marketing digital. Se os resultados não demonstrarem progresso na eficiência do marketing de influência, a pressão sobre os papéis do setor de consumo pode aumentar, com rotação de capital para empresas com histórico comprovado de inovação digital. O gatilho para uma mudança de cenário seria a divulgação de métricas claras de ROI sobre o marketing de influência por parte das empresas.
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