A gestora Kinea divulgou que o próximo presidente terá de conduzir um ajuste fiscal de 2 a 3 pontos percentuais do PIB, comparável ao realizado em 1999, porém com menos margem de manobra. O ajuste deverá vir por meio de aumento de arrecadação ou corte de gastos, visando conter a expansão da dívida pública. Essa medida impacta diretamente o custo de financiamento do Estado, reduzindo os spreads dos títulos soberanos e melhorando a percepção de risco soberano. Ao mesmo tempo, maiores tributos e cortes de despesa podem pressionar a demanda agregada, afetando empresas dependentes de investimentos públicos. O efeito se propaga para o setor bancário, que se beneficia de menores custos de captação, e para a construção civil, que pode perder contratos governamentais. O acompanhamento dos debates no Congresso e das projeções do Ministério da Fazenda será essencial para confirmar a trajetória do ajuste.
A definição do ajuste fiscal dependerá da aprovação do pacote fiscal no Congresso, cuja tramitação será acompanhada nas próximas semanas. A evolução da proposta do Ministério da Fazenda será o gatilho que confirmará o impacto esperado.
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