Michael Saylor, fundador da Strategy, publicou em redes sociais nesta sexta-feira (26) reafirmando o compromisso de sua empresa com o Bitcoin, apesar das ações da Strategy (MSTR) operarem a US$ 84, o pior nível desde fevereiro de 2024. A declaração de Saylor visa tranquilizar investidores, mas a forte correlação da MSTR com o Bitcoin e sua alavancagem financeira amplificam a volatilidade em períodos de baixa. Consequentemente, a MSTR e o próprio BTC enfrentam pressão de venda contínua, com a preferencial STRC também sob escrutínio de risco. Investidores brasileiros são impactados indiretamente por um sentimento global de aversão ao risco no mercado cripto, que pode afetar o câmbio (BRL). Um paralelo histórico pode ser traçado com a bolha das pontocom (2000-2002), onde empresas altamente alavancadas ruíram apesar do otimismo da gestão. O próximo gatilho será o teste de suporte do Bitcoin em US$ 55.000-US$ 58.000 e os resultados do segundo trimestre da MSTR, previstos para 30 de julho. O horizonte de médio prazo indica contínua pressão sobre MSTR e BTC, salvo um catalisador macroeconômico significativo.
Nas próximas 2-4 semanas, a MSTR (atualmente a US$ 84) provavelmente continuará sob forte pressão, testando o suporte em US$ 75. Um rompimento do Bitcoin abaixo de US$ 58.000 seria um gatilho crítico, podendo levar a MSTR para a faixa de US$ 60-70. O relatório de earnings da MSTR, em 30 de julho, será um evento chave para reavaliar a sustentabilidade de sua estratégia alavancada no atual ambiente de mercado.
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