Quero-Quero aprofunda prejuízo no 3º trimestre

A varejista de material de construção Lojas Quero-Quero divulgou, em 5 de novembro de 2026, resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026. O prejuízo líquido foi de R$ 47 milhões, representando deterioração de 11,3% em relação ao mesmo trimestre de 2025. A receita líquida avançou 7,9%, atingindo R$ 750,4 milhões, porém o EBITDA recuou 3,1% para R$ 34,4 milhões e, após ajustes por plano de opção de ações e itens não recorrentes, ficou em R$ 3,2 milhões, queda de 37,5%. As vendas nas lojas existentes cresceram 12% após queda de 11,6% no ano anterior, com duas novas lojas inauguradas no período, totalizando 578 unidades, frente a 584 em setembro de 2025. A receita de varejo subiu 13,1% para R$ 595,5 milhões, a de serviços financeiros 2,5% para R$ 241,1 milhões e a de cartão de crédito 1,5% para R$ 27,7 milhões. A empresa informou que adotou postura mais restritiva na concessão de crédito desde o início do ano, o que impactou a desaceleração dos segmentos. No acumulado de janeiro a setembro, o prejuízo líquido totalizou R$ 159,8 milhões, 34% maior que no mesmo período de 2025, enquanto a receita líquida acumulada cresceu 6,8% para R$ 2,17 bilhões. A dívida líquida aumentou para R$ 48,5 milhões, contra R$ 28,6 milhões no ano anterior, embora a dívida líquida ajustada tenha caído 9,7%, para R$ 385,7 milhões, mantendo relação dívida/EBITDA anualizado de 2,8 vezes. A diretoria também iniciou, no trimestre, um piloto de regime de trabalho 5x2 em 104 lojas, com expectativa de expansão.

Análise

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