O Ministério da Fazenda, liderado pelo ministro Dario Durigan, anunciou que enviará nesta semana ao Congresso Nacional a proposta que estabelecerá as alíquotas do Imposto Seletivo, conhecido como "imposto do pecado". O tributo, criado pela reforma tributária sobre consumo, deve entrar em vigor em 2027 e incidirá sobre produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes, determinados veículos, extração de bens minerais, loterias, apostas e jogos de fantasy sports. A equipe econômica estima que o imposto arrecadará R$ 41,9 bilhões em 2027, conforme o orçamento previsto. Para que a cobrança possa ser iniciada, a legislação exige um intervalo mínimo de 90 dias entre a publicação da norma e a sua aplicação, de modo que o imposto só poderá ser cobrado depois de janeiro de 2028. A Fazenda está avaliando medidas para evitar perdas de arrecadação durante a transição entre o atual Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o novo tributo, mantendo inicialmente uma carga tributária próxima à já aplicada. O Ministério da Saúde justifica a cobrança com estudos do impacto econômico do consumo de álcool, tabaco e bebidas ultraprocessadas, estimando em R$ 18,8 bilhões os custos associados ao consumo de álcool em 2019, e em R$ 153,5 bilhões os custos anuais de saúde e perdas econômicas com tabagismo, enquanto a arrecadação federal sobre cigarros é de R$ 8 bilhões.
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