Donald Trump parabenizou o presidente Joseph Aoun do Líbano pela assinatura de um acordo-quadro com Israel, conforme reportado pela Axios, citando autoridades. Este acordo, impulsionado pelos EUA, visa uma solução política mais ampla na região, diminuindo o prêmio de risco geopolítico e a incerteza sobre rotas comerciais e produção de energia. Ativos de energia, como BRENT e XOM, podem ver um alívio nas preocupações de oferta, enquanto o mercado de dívida de países emergentes, como EWZ, pode se beneficiar da menor aversão ao risco. Para o investidor brasileiro, o BRL pode se fortalecer frente ao USD, e o IBOV pode apresentar ganhos com a melhora do sentimento global e a redução dos custos de energia para importadores como AZUL4. Acordos de paz na região, como os Acordos de Abraham em 2020, historicamente resultaram em valorização de ~5-7% em índices de mercados emergentes nas semanas seguintes, com queda de ~3% no petróleo. Os próximos passos a monitorar incluem a materialização das negociações entre Líbano e Israel e a reação de outros atores regionais nas próximas 2-4 semanas. No médio prazo, a persistência de um ambiente de menor tensão geopolítica pode sustentar fluxos de capital para a região e para ativos de risco global, embora a volatilidade continue presente.
No curto prazo (1-2 semanas), esperamos uma valorização inicial de 1-2% em mercados emergentes como o EWZ e uma queda de 2-3% no Brent ($72.60 hoje). O principal gatilho de aceleração será a confirmação de que as negociações bilaterais estão progredindo. No médio prazo (1-3 meses), a consolidação do acordo pode levar a um rally de 5-7% no EWZ, enquanto o petróleo pode se estabilizar em $68-70, com a possibilidade de testes de resistência em $75 caso surjam novos impasses.
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