O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello classificou como de 'extraordinária gravidade política' a manifestação do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao se autodeclarar 'verdadeiro presidente eleito' do Brasil, apesar do resultado oficial das eleições. A declaração inicial de Bolsonaro, divulgada por um aliado, foi posteriormente editada duas vezes para 'verdadeiro presidente do Brasil' e depois 'líder do Brasil', mantendo questionamentos sobre fraudes eleitorais sem apresentar provas. Esse episódio ocorreu no mesmo dia em que o senador viajou para os Estados Unidos, descumprindo uma decisão judicial do ministro do STF Alexandre de Moraes que proibia sua saída do país e determinava a entrega de passaportes. Philip Yang, fundador do Urbem e conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), descreveu o ato como 'calculado, mas de evidente fragilidade', carecendo de legitimidade institucional e reconhecimento internacional, sendo uma tentativa de criar um fato político pela simples proclamação.
O desfecho dependerá das próximas ações do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao descumprimento da ordem judicial pelo senador, e da reação de outras esferas políticas e da sociedade civil. O desenrolar das acusações sobre fraudes eleitorais e a capacidade das instituições de manter a ordem democrática serão cruciais para a percepção de risco.
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