Exportações de GNL da África podem subir 175% até 2034

Compradores de energia que enfrentam riscos no Estreito de Hormuz estão redirecionando seus contratos para a África, gerando fluxos de capital para a região. A Câmara de Energia da África estima que o investimento anual no setor upstream será de aproximadamente US$ 40 bilhões até 2030, o que deve elevar a produção de hidrocarbonetos do continente para 12,5 MMboe/d. Fitch projeta que as exportações de GNL da África subsaariana subirão cerca de 175%, alcançando 98 bilhões de metros cúbicos em 2034, comparado a 35,7 bilhões de metros cúbicos em 2024. O aumento da demanda interna de gás, que deve crescer 60 % até 2050, reforça a necessidade de novos projetos. Em Moçambique, o projeto LNG da TotalEnergies, de US$ 20 bilhões, está 45 % concluído, enquanto o FLNG Coral North da Eni, de US$ 7,2 bilhões, tem operação prevista para 2028, elevando a capacidade flutuante para 7 MTPA. A ExxonMobil dobrou sua participação no megaprojeto Rovuma LNG de US$ 30 bilhões, visando um FID para final de 2026. Na Nigéria, o plano Decade of Gas impulsiona a expansão da Train 7 da Nigeria LNG para 30 MTPA a partir de 2027, e acordos de fornecimento de gás de 1,29 bscf/d foram firmados entre a NNPC e a NLNG.

Análise

A decisão de investidores internacionais de firmar novos contratos de GNL com fornecedores africanos, bem como a conclusão dos projetos de liquefação em Moçambique (TotalEnergies, Eni, ExxonMobil) e a expansão da Train 7 da Nigeria LNG, definirão se o volume de exportações atingirá as projeções de Fitch até 2034. Os marcos de FID para o projeto Rovuma LNG (final de 2026) e o início das operações do FLNG Coral North (2028) são pontos críticos.

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