Davi Alcolumbre, presidente do Senado, informou que não haverá votação imediata da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que concede aposentadoria especial a agentes comunitários de saúde, focando inicialmente na discussão do texto. A medida foi interpretada como um sinal positivo por interlocutores do Palácio do Planalto, abrindo caminho para renegociação e possíveis alterações na matéria. A PEC, em sua forma atual, projeta um impacto de R$ 29,3 bilhões nas contas públicas, gerando preocupação com a sustentabilidade fiscal. O adiamento da votação reduz a pressão imediata sobre o arcabouço fiscal brasileiro, o que pode influenciar positivamente a percepção de risco. Historicamente, negociações legislativas que resultam em redução de despesas fiscais, como a reforma da previdência de 2019, tendem a fortalecer os ativos domésticos. O próximo gatilho será o início das discussões em plenário e as negociações sobre o teor da PEC. No médio prazo, o desfecho desta PEC será crucial para a trajetória da dívida pública e a política monetária.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve precificar a expectativa de um menor impacto fiscal, levando à valorização do Real (USDBRL pode testar 5.10) e a uma queda nas taxas de juros futuras. O principal gatilho será o avanço das negociações sobre o texto da PEC e a sinalização de um acordo com menor custo. No médio prazo (próximos 2-3 meses), o desfecho da PEC definirá a trajetória do risco fiscal e, consequentemente, as expectativas de Selic.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real