Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência da República, declarou nesta segunda-feira (31) que buscará um superávit primário de 1,5% do PIB caso seja eleito. Atingir essa meta fiscal implica em ajuste orçamentário, com o candidato mencionando a revisão de programas de incentivos fiscais para avaliar seu retorno e justificar a continuidade. A redução de incentivos pode aumentar a arrecadação e melhorar as contas públicas. A incerteza sobre quais setores serão afetados pode gerar cautela em empresas listadas na B3 que dependem de tais benefícios, enquanto a perspectiva de ajuste fiscal tende a ser positiva para títulos de dívida brasileira e o Real. Um superávit primário de 1,5% do PIB no Brasil sinaliza um ambiente de maior responsabilidade fiscal, podendo reduzir o risco-país e, consequentemente, permitir uma queda na taxa Selic no médio prazo. Historicamente, governos que implementaram ajustes fiscais robustos, como o período pós-2016 com a PEC do Teto de Gastos, observaram uma melhora no prêmio de risco da dívida soberana e apreciação do Real. O próximo gatilho será o detalhamento das propostas econômicas do candidato e a evolução das pesquisas eleitorais, especialmente a proximidade das eleições. No médio prazo, a materialização de políticas fiscais mais austeras poderia atrair investimento estrangeiro direto e de portfólio, mas a incerteza quanto à implementação e impacto setorial específico persiste.
Nas próximas 4-6 semanas, a volatilidade no USDBRL e no EWZ será influenciada pelas próximas pesquisas eleitorais e pelo detalhamento das propostas econômicas do candidato. Se a credibilidade fiscal se mantiver, o USDBRL pode testar 5.10 e o EWZ pode se aproximar de 180.000 pontos.
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