A Gerdau registrou, no terceiro trimestre de 2026, lucro líquido atribuído a sócios da empresa controladora de R$ 1,55 bilhão, representando alta de 44% frente ao mesmo período do ano passado. No critério ajustado, o lucro foi de R$ 1,5 bilhão, 39,7% superior ao registrado no terceiro trimestre de 2025. Segundo a companhia, o desempenho reflete dinâmicas dos resultados operacionais e financeiros. Entre julho e setembro, a Gerdau somou receitas de, aproximadamente, R$ 18,7 bilhões, crescimento de 3,9% ano a ano, impulsionada pela expansão dos preços na América do Norte, que mais do que compensou a redução dos volumes vendidos no Brasil e o impacto da desvalorização do dólar frente ao real, de -5,7%. O custo das vendas no terceiro trimestre de 2026 foi 3,2% inferior ao reportado um ano antes, totalizando R$ 15,34 bilhões. O resultado é explicado por menores volumes e pela desvalorização do dólar frente ao real, parcialmente compensados pelos custos associados às paradas programadas do período. Em bases comparáveis, desconsiderando os efeitos cambiais e, principalmente, os impactos das unidades paradas no trimestre, o custo consolidado por tonelada permaneceu praticamente estável. Com isso, o lucro bruto consolidado atingiu R$ 3,4 bilhões no trimestre, 56,4% superior ao reportado há um ano. A Gerdau registrou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 3,77 bilhões, crescimento de 37,8% frente ao mesmo período do ano passado. A produção de aço bruto da companhia somou 3,02 milhões de toneladas no 3º trimestre, queda anual de 4,4%. Já as vendas totais chegaram a 2,91 milhões, piora de 5,6%.
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