Os Treasuries dos EUA registraram alta na quinta-feira, impulsionados pela queda nos preços do petróleo e pela valorização dos títulos do governo britânico, fatores que reforçaram o sentimento positivo após o aumento da taxa de juros do Federal Reserve e seu compromisso de controlar a inflação. A valorização dos títulos do Tesouro implica uma queda nos rendimentos, o que geralmente reduz o custo de capital para empresas e melhora o apetite por risco nos mercados globais, enquanto a retração do petróleo alivia as pressões inflacionárias. Para o investidor brasileiro, a potencial desvalorização do dólar (USDBRL) pode favorecer ativos locais, embora a queda do petróleo impacte negativamente a Petrobras, que é uma grande componente do Ibovespa. Historicamente, em 2011, após a crise da dívida europeia, uma busca por segurança e a queda nos preços das commodities também impulsionaram os Treasuries, com rendimentos atingindo mínimas em meio a temores de deflação. O próximo gatilho relevante a ser monitorado é o relatório de Payroll dos EUA em 2 de outubro de 2026, que pode confirmar ou refutar a tese de desaceleração econômica e desinflação. No médio prazo, a continuidade da desinflação e a estabilização das taxas de juros podem sustentar o rally dos bonds, mas a volatilidade na duration deve persistir.
Nas próximas 4-6 semanas, se os preços do petróleo continuarem a declinar e os dados de inflação dos EUA (especialmente o CPI de outubro) confirmarem a tendência de desinflação, o TLT pode consolidar acima de $82, com potencial para $84. O BTCpode testar a resistência de $79,000. No entanto, a observação de Ed Al-Hussainy sobre a 'luta de facas' na duration indica que a volatilidade permanecerá alta, especialmente em torno de decisões do Fed ou dados econômicos importantes como o Payroll de 2 de outubro de 2026.
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