O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou na última segunda-feira (2), em Assunção, no Paraguai, da 28ª Conferência Regional da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) para as Américas e da reunião do Conselho Agropecuário do Sul (CAS). No encontro, a delegação brasileira apresentou as ações adotadas diante dos focos da doença de Newcastle em Santa Catarina e defendeu a regionalização sanitária nas restrições comerciais. Na reunião do CAS, o Brasil detalhou a situação dos focos registrados em Santa Catarina. O primeiro caso foi confirmado em 18 de outubro, em uma granja comercial de perus, após identificação pela vigilância ativa de rotina do serviço veterinário oficial. Desde então, outros três focos foram confirmados no estado, totalizando quatro detecções. O caso mais recente foi confirmado na terça-feira (3), em um estabelecimento avícola de Nova Erechim (SC), localizado dentro da área de restrição já estabelecida. Segundo o Mapa, entre as medidas adotadas estão a restrição ao trânsito de aves e produtos, o sacrifício sanitário dos plantéis, a limpeza e desinfecção das instalações e o reforço da vigilância epidemiológica. Os três primeiros estabelecimentos já concluíram essas etapas e estão em vazio sanitário. Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se! O Brasil notificou a OMSA em 19 de outubro, um dia após a confirmação do primeiro foco, e mantém atualizações periódicas com a organização e com parceiros comerciais. “O Brasil agiu de forma imediata e transparente desde o primeiro momento. Nossa prioridade, além do controle sanitário, é manter o diálogo técnico permanente com os parceiros”, afirmou a assessora especial do ministro, Sibelle de Andrade Silva. No debate sobre regionalização, o Mapa informou que China, Japão, União Europeia, Reino Unido, Coreia do Sul e México já reconheceram algum nível de regionalização das restrições. No México, a suspensão inicial das importações de todo o país foi limitada a Santa Catarina em 30 de outubro. No Cone Sul, Argentina e Bolívia restringiram as medidas à área afetada, enquanto Paraguai e Chile limitaram as restrições ao estado catarinense. Em relação ao Uruguai, houve avanço nas tratativas para o reconhecimento da regionalização sanitária. O país ainda mantém restrições às importações de aves de todo o Brasil. A pedido das autoridades uruguaias, o Mapa encaminhou informações técnicas atualizadas sobre o controle do surto. Além da resposta à doença de Newcastle, a reunião do CAS tratou de harmonização do zoneamento sanitário, vigilância nas fronteiras, trânsito de cargas no Corredor Bioceânico de Capricórnio, biotecnologia e uma proposta de seguro regional contra riscos climáticos. Em Assunção, a delegação brasileira também discutiu com autoridades diplomáticas a resposta sanitária, os efeitos no comércio internacional e a cooperação em defesa agropecuária. Fonte: gov.br O post Mapa apresenta resposta à doença de Newcastle em reunião do Cone Sul apareceu primeiro em Canal Rural.
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