A OranjeBTC, uma companhia listada na B3 focada em tesouraria de Bitcoin, lançou nesta terça-feira (15) o DIGY11, um fundo de índice (ETF) que investe em ações preferenciais de empresas internacionais com reservas significativas de Bitcoin. O Itaú BBA atua como estruturador e distribuidor exclusivo do produto, que se destaca por oferecer pagamentos mensais aos cotistas em reais. A carteira inicial do DIGY11 é composta por ações de companhias americanas como Strategy e Strive, que estão entre as maiores detentoras corporativas de Bitcoin. Este ETF oferece uma nova via regulamentada para investidores brasileiros acessarem o mercado de criptoativos via B3, gerando demanda por ações de empresas com exposição a BTC e legitimando o próprio Bitcoin. Historicamente, a listagem de ETFs de Bitcoin nos EUA (como IBIT e FBTC em 2024) gerou inflows significativos, totalizando bilhões nos primeiros meses. O próximo gatilho a monitorar será o volume de negociação e os inflows líquidos do DIGY11 nas primeiras semanas, além de potenciais outros lançamentos de ETFs similares na B3. No médio prazo, este movimento pode acelerar a tokenização de ativos e a oferta de produtos financeiros digitais no Brasil, consolidando a B3 como um hub para inovação cripto.
Nas próximas 4-6 semanas, espera-se que o DIGY11 atraia fluxos consideráveis de investidores brasileiros buscando exposição a Bitcoin de forma regulada. Um volume diário médio acima de R$50 milhões e inflows consistentes acima de R$500 milhões no primeiro mês seriam gatilhos para uma aceleração do interesse e para o desenvolvimento de novos produtos pela B3 e Itaú BBA.
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