Bond traders, recentemente impactados por um pivot do Federal Reserve, estão agora se reposicionando para a possibilidade de taxas de juros mais elevadas. O mercado adota uma postura mais hawkish, aguardando os dados de gastos pessoais (PCE) desta semana para determinar a justificativa dessa expectativa. Um PCE robusto e a alta do petróleo poderiam confirmar a pressão inflacionária, solidificando a visão de juros mais altos. Isso tenderia a elevar o custo de capital globalmente, prejudicando ativos de crescimento e mercados emergentes, enquanto beneficia o setor financeiro e o dólar americano. Historicamente, eventos como o Taper Tantrum de 2013 demonstram a sensibilidade do mercado a mudanças súbitas nas expectativas de política monetária. O próximo gatilho será a divulgação do PCE, com o cenário de médio prazo dependendo da persistência inflacionária.
Nas próximas 1-2 semanas, a divulgação dos dados de gastos pessoais (PCE) será o principal gatilho. Se o PCE vier forte, as taxas de juros americanas (10Y UST) podem testar 4.60-4.70%, mantendo a pressão sobre ativos de crescimento e mercados emergentes. No médio prazo (2-3 meses), a persistência da inflação e a política do Fed continuarão a ditar o ritmo, com o dólar mantendo sua força caso os juros americanos permaneçam elevados.
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