BRICS liderará geração nuclear, projeta CEO da Rosatom

Alexey Likhachev, CEO da Rosatom, afirmou que os países BRICS se tornarão líderes globais na geração de energia nuclear, destacando o rápido crescimento do consumo de energia nos estados membros. Esta projeção sinaliza um aumento substancial na demanda por urânio e por tecnologias de construção e manutenção de usinas nucleares. Para o investidor brasileiro, o impacto direto é limitado, dada a atual participação modesta do Brasil na expansão nuclear do BRICS, mas o cenário global de energia pode influenciar indiretos via commodities. Historicamente, o período pós-crise do petróleo de 1973 viu um boom na construção de usinas nucleares, com a capacidade global crescendo 400% entre 1970 e 1985, impulsionando ações de empresas como General Electric. O próximo gatilho a monitorar são os anúncios de novos projetos nucleares ou contratos de fornecimento de urânio pelos países BRICS, com foco nas próximas cúpulas do bloco. No médio prazo (2-5 anos), a tese de investimento em energia nuclear nos BRICS deve se fortalecer, consolidando o bloco como um polo de demanda e inovação na área.

Análise

O gatilho para uma aceleração significativa será a formalização de grandes projetos nucleares ou acordos de fornecimento de urânio pelos membros do BRICS, solidificando a demanda futura.

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