O segundo turno presidencial deste domingo (25) registrou um aumento de aproximadamente 3 milhões de eleitores em relação à primeira votação, realizada em 4 de outubro. A maior participação levou a taxa de abstenção a 19,21%, o menor percentual para um segundo turno desde 2006, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com 99,9% das urnas apuradas, cerca de 30,4 milhões de brasileiros deixaram de votar, ante 33,4 milhões no primeiro turno. A abstenção caiu 1,87 ponto percentual, depois de alcançar 21,08% na primeira etapa da eleição. O comparecimento superou 128,1 milhões de eleitores na votação que garantiu a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente venceu Flávio Bolsonaro (PL) com 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% do senador. A participação também foi acompanhada de uma redução nos votos brancos e nulos. Juntos, eles representaram 3,23% dos votos depositados nas urnas, ante 4,77% no primeiro turno. Foi o menor percentual registrado em uma eleição presidencial desde a redemocratização. Nordeste e São Paulo tiveram maior queda na abstenção A Bahia apresentou a maior redução proporcional de eleitores ausentes entre as duas etapas. A taxa passou de 19,97% para 16,74%, uma diferença de 3,23 pontos percentuais. O resultado ocorreu apesar dos problemas no transporte coletivo em Salvador, que levaram a Justiça Eleitoral a adotar medidas para garantir o deslocamento dos eleitores. Pernambuco registrou a segunda maior queda, de 18,17% para 15,19%. Nos dois estados, Lula venceu com ampla vantagem, recebendo 71,31% dos votos válidos na Bahia e 69,19% em Pernambuco. São Paulo apareceu em terceiro lugar na redução da abstenção, que passou de 22,54% para 19,79%. No estado, Flávio venceu com 53,85% dos votos válidos. O movimento, porém, não ocorreu em todo o país. Amapá, Roraima e Acre registraram as maiores altas na ausência de eleitores, de 8,06, 6,03 e 5,68 pontos percentuais, respectivamente. Considerando as 27 unidades da Federação, a abstenção diminuiu em 18 e aumentou em nove. Queda supera a registrada em 2022 Esta foi a segunda eleição presidencial consecutiva em que a participação aumentou do primeiro para o segundo turno. Em 2022, quando Lula derrotou Jair Bolsonaro (PL), a abstenção havia recuado de 20,95% para 20,57%, uma diferença de 0,38 ponto percentual. Nas disputas anteriores com segundo turno, a proporção de eleitores ausentes havia aumentado entre as duas votações. A queda de 2026 foi significativamente maior e ocorreu em uma eleição marcada pela mobilização das campanhas para atrair quem não havia comparecido ao primeiro turno. The post Abstenção cai para 19,21% no 2º turno e atinge menor nível desde 2006 appeared first on InfoMoney.
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