A demanda global por energia está projetada para um salto de 60% até 2060, com economias emergentes, como Brasil, Índia, Nigéria e Indonésia, liderando essa expansão. O crescimento econômico acelerado nesses países exige um aumento massivo na produção e importação de energia, criando um desequilíbrio potencial entre oferta e demanda se a capacidade não acompanhar. Governos e bancos centrais dessas nações devem priorizar a segurança energética, potencialmente incentivando investimentos estatais e parcerias público-privadas para garantir o suprimento. Historicamente, o boom econômico da China entre 2000-2010 elevou a demanda por petróleo em 70% e minério de ferro em 150%, gerando superciclos de commodities. O próximo gatilho a monitorar são os planos de investimento em energia e as licitações de blocos de exploração anunciados pelos governos emergentes nos próximos 12-18 meses. No médio prazo, a tese é de valorização estrutural das empresas de energia, com o setor de petróleo e gás mantendo relevância por mais tempo do que o previsto, enquanto as renováveis aceleram.
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