Anastasia Amoroso, estrategista-chefe de investimentos da Partners Group, afirmou à Bloomberg que as expectativas de alta nos preços do petróleo não se materializaram. Ela antecipa que a tendência de queda nos preços da energia persistirá, estendendo-se até o ano de 2027. Este cenário sugere um desequilíbrio contínuo entre oferta e demanda, com a oferta superando a demanda global ou uma demanda mais fraca que o previsto. Consequentemente, empresas do setor de exploração e produção de petróleo devem enfrentar pressões significativas sobre suas margens e lucratividade. Por outro lado, setores intensivos em energia, como transporte e varejo, podem se beneficiar de custos operacionais mais baixos. Historicamente, quedas prolongadas, como a de 2014-2016, resultaram em reestruturações profundas na indústria de óleo e gás. O próximo gatilho a monitorar será a divulgação dos relatórios de estoques globais e as projeções de demanda da OPEP e da AIE. No horizonte de médio prazo, a persistência de preços baixos pode frear novos investimentos em exploração, equilibrando o mercado a longo prazo.
A expectativa é de que os preços do petróleo, atualmente Brent em ~$73.77, continuem sob pressão descendente, testando níveis de suporte em $65-70/barril no horizonte de 6-12 meses até meados de 2027. O principal gatilho para confirmar essa tendência será a manutenção de estoques elevados e a ausência de cortes significativos de produção pela OPEP+ nas próximas reuniões.
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