Resultado da Amazon (AMZO34): AWS dispara 39% e lucro operacional bate recorde

A Amazon (AMZO34) divulgou resultados mistos referentes ao terceiro trimestre de 2026 (3T26) após o fechamento dos mercados na quinta-feira (29). A empresa fundada por Jeff Bezos mostrou aceleração expressiva em sua divisão de computação em nuvem (AWS). Na ponta negativa, os investimentos pesados em infraestrutura pressionaram parte do desempenho operacional. Ainda, o câmbio menos favorável e a antecipação do Prime Day para o 2T26 foram fatores que, apesar de esperados, impactaram algumas linhas da companhia. Nesse contexto, as ações da empresa flutuam entre o positivo e o negativo nesta sexta-feira (3). AWS acelera e receita cresce em linha O principal destaque do trimestre foi, mais uma vez, a AWS. O segmento registrou receita de US$ 46 bilhões no trimestre, avanço de 39% na comparação anual, marcando o ritmo de crescimento mais forte em quase cinco anos. O atual CEO, Andy Jassy, disse ter confiança na continuidade desse desempenho, afirmando esperar um crescimento superior a 40% para a AWS também em 2027 e 2028. Segundo Jassy, a Amazon tem potencial para desenvolver dois negócios com receita anual de US$ 1 trilhão ao longo da próxima década. No consolidado, a receita da Amazon somou US$ 201,9 bilhões entre julho e setembro, alta de 12% em relação ao mesmo período do ano passado, em linha com as expectativas do mercado. As vendas na América do Norte alcançaram US$ 112,9 bilhões, crescimento de 6%, enquanto as operações internacionais registraram receita de US$ 43,1 bilhões, avanço de 5% na base anual. Entre os demais negócios, a receita com publicidade chegou a US$ 19,6 bilhões, alta de 11%, enquanto os serviços para vendedores terceiros cresceram 9%, para US$ 46,5 bilhões. Já as assinaturas avançaram 11%, totalizando US$ 14 bilhões. Por outro lado, as vendas online tiveram um crescimento mais modesto, de apenas 2%, somando US$ 68,5 bilhões. Lucro operacional bate recorde, lucro líquido decepciona e capex pesa O lucro operacional atingiu US$ 28,1 bilhões, frente aos US$ 17,4 bilhões registrados um ano antes. Com isso, a margem operacional alcançou 13,9%, o maior patamar da história da companhia. Já o lucro líquido somou US$ 20,7 bilhões, com lucro por ação de US$ 1,89, 3% abaixo do registrado no mesmo trimestre de 2025 e abaixo das expectativas do mercado. Apesar dos números operacionais sólidos, o principal ponto de atenção ficou por conta dos investimentos. Isso porque a Amazon desembolsou US$ 77,2 bilhões em infraestrutura durante o trimestre, acim dos US$ 58,8 bilhões projetados pelo mercado. Hora de comprar as ações AMZO34? Para Rafael Scarpa, da Empiricus, a reação negativa dos investidores no início do pregão está muito mais relacionada ao consumo de caixa do que à qualidade dos resultados operacionais. “Apesar de liderar o mercado de computação em nuvem em participação e continuar expandindo suas margens, a AWS enfrenta um questionamento crescente sobre o retorno dos investimentos, diante das saídas expressivas de caixa, enquanto no trimestre passado, o mercado havia recebido esses investimentos como um voto de confiança, apoiado na relevância da AWS e na geração de caixa mais favorável”, disse Scarpa. Contudo, na visão da Empiricus, a combinação entre a liderança da AWS, a expansão de margens e a força dos negócios tradicionais continua sustentando a tese de investimento. “Dado o forte posicionamento nas frentes tradicionais e mais tecnológicas, além do valuation atrativo de 24,3 vezes o lucro esperado para os próximos 12 meses, seguimos recomendando Amazon como uma das principais teses da carteira de tecnologia e IA”, afirmou o analista. *Sob supervisão de Renan Sousa

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real