O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, reafirmou nesta quarta-feira (28) que as eleições de 2026 transcorreram “dentro da mais absoluta normalidade” e que questionamentos “feitos dentro do devido processo legal” serão analisados e respondidos. A declaração ocorre pouco depois do senador Flávio Bolsonaro, candidato derrotado na disputa presidencial, divulgar uma carta com teor golpista. “Com empenho de servidores públicos de todo o país, dos mesários, das forças de segurança e dos demais atores envolvidos, as Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”, disse Nunes Marques em nota. Segundo o ministro, apesar da “instabilidade na reta final da votação”, foi possível “avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança” graças “às medidas adotadas e a competência dos técnicos do tribunal”. Ao citar “instabilidade”, o ministro faz referência à prorrogação da votação por duas horas. A extensão ocorreu por ordem de Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apontar que o transporte em diversos municípios foi reduzido, atrapalhando o deslocamento de eleitores. A defesa de Flávio também pediu a prorrogação, mas ao TSE. Ainda segundo Nunes Marques, todos os questionamentos à eleição serão analisados nos autos. Ao perder a eleição, Flávio disse que questionaria o resultado. Depois, voltou atrás e afirmou que pediria a cassação da chapa de Lula. Como mostrou o Valor na terça-feira (27), no entanto, a equipe jurídica do senador informou, após vir à tona que o político fugiu para os Estados Unidos, que não entrará com mais nenhum processo no TSE. Na carta, Flávio afirma, sem provas, que houve fraude no segundo turno das eleições presidenciais. Ele se apresenta no documento como “o líder do Brasil”. Pouco antes, em uma primeira versão do documento divulgada por aliados e repostada pelo senador, que fugiu para os Estados Unidos, ele se autoproclamava “verdadeiro presidente”. Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE Luiz Roberto/TSE
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