Os mercados globais de títulos estão em um processo de venda que eleva os custos de empréstimo. Esta dinâmica, conforme a Bloomberg Markets, pode levar a uma redução no número de aumentos de juros por bancos centrais. A queda nos preços dos títulos implica um aumento em seus rendimentos (yields), o que se traduz diretamente em custos mais altos para novos empréstimos por governos e empresas. No Brasil, a alta dos rendimentos dos títulos globais, especialmente os americanos (Treasuries), pressiona a curva de juros doméstica. Isso encarece o crédito para o real e o Ibovespa (BOVA11) e pode forçar o Banco Central a considerar a manutenção de juros mais altos para conter a inflação e atrair capital. Em 2013, o "Taper Tantrum" do Fed gerou uma venda massiva de títulos, elevando os yields globais e forçando bancos centrais emergentes a apertar suas políticas monetárias. Os próximos dados de inflação (CPI) e as decisões de juros do FOMC (4 de novembro) e COPOM (5 de novembro) serão cruciais para observar a continuidade ou reversão dessa tendência. O desfecho dependerá da intensidade da venda de títulos, da resiliência da inflação e da capacidade dos bancos centrais de sinalizar uma política monetária que incorpore o aperto já realizado pelo mercado.
A decisão do FOMC em 4 de novembro e do COPOM em 5 de novembro, junto aos próximos dados de inflação global, definirão se a venda de títulos é sustentável ou se os bancos centrais precisarão intervir mais agressivamente para controlar a inflação.
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