A fonte Valor Econômico relata que, na província iraniana de Sistão e Baluchistão, militantes sunitas intensificaram emboscadas e atentados a bomba contra forças de segurança, com 70 ataques registrados entre janeiro e a primeira semana de outubro, o maior número anual em pelo menos uma década, segundo a Acled. A Human Rights Activists News Agency (HRANA) registrou 94 mortes desde março. Em 23 de setembro, o brigadeiro‑general Hossein Zarifi, alto comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, foi morto em Saravan, cidade próxima à fronteira com o Paquistão. A organização JMM, ou Frente dos Combatentes do Povo, reúne grupos como Jaish al‑Adl, Movimento Balúchi PADA e Harakat‑e Nasr Baluchistão. Analistas do Nikkei Asia e do Middle East Institute sugerem que, com o aumento de ataques, os insurgentes podem tentar controlar território se os EUA lançarem um ataque em larga escala contra o Irã após a eleição de meio de mandato em 3 de novembro.
A decisão dos Estados Unidos sobre uma possível ofensiva em larga escala contra o Irã, após a eleição de meio de mandato de 3 de novembro, definirá o desfecho imediato deste cenário. A resposta do Irã à intensificação dos ataques separatistas e a capacidade de Teerã em manter o controle na província de Sistão e Baluchistão também serão cruciais. O desenvolvimento da situação dependerá das declarações e ações concretas dos governos dos EUA e do Irã nas próximas semanas.
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