Em teleconferência com analistas nesta sexta-feira (30), o CEO Gustavo Pimenta e a diretoria da mineradora detalharam as estratégias adotadas para conter os custos e proteger a competitividade. A empresa enfrentou pressão nos custos no 3º trimestre de 2026, principalmente pela alta dos preços do petróleo, com o barril do Brent acelerando 34% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo uma média de US$ 91,29, apesar de um recuo de 5,6% nos três meses imediatamente anteriores. A estratégia de hedge combina contratos de frete de longo prazo, acordos futuros de frete (FFAs) e hedge de petróleo, cobrindo cerca de 75% das necessidades de transporte marítimo, com previsão de superar 80% em 2027. O frete realizado no 3º trimestre de 2026 foi de US$ 22,80 por tonelada, reduzido para US$ 21,40 após efeitos de caixa do hedge e dos FFAs; o custo all‑in do minério de ferro caiu de US$ 60,40 para US$ 59,00 por tonelada. A Vale estima que a estratégia marítima evitou US$ 3 bilhões em custos em 2026. No petróleo, a companhia protegeu cerca de 70% da exposição prevista para o 4º trimestre de 2026 a um preço médio de US$ 79 por barril, com cobertura de 67% em 2027 a US$ 78 por barril. No câmbio, a exposição ao real de US$ 700 milhões no 4º trimestre de 2026 foi protegida a R$ 5,80 por dólar, com proteção de US$ 5 bilhões em 2027 a R$ 5,70. O programa de hedge gerou US$ 249 milhões em benefícios de caixa no 3º trimestre de 2026 e US$ 702 milhões nos nove primeiros meses de 2026, incluindo US$ 456 milhões de petróleo, US$ 210 milhões de câmbio e US$ 36 milhões em outras operações.
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