Um novo projeto de lei dos EUA visa impor sanções secundárias a parceiros comerciais da Rússia, conforme alertado por Alexander Murychev, vice-chefe do RSPP (União Russa de Industriais e Empresários). A ameaça de sanções secundárias busca dissuadir empresas e nações de transacionar com entidades russas, forçando uma reavaliação de riscos e custos de conformidade. Isso pode levar à redução do volume comercial com a Rússia, impactando sua receita de exportação e o acesso a bens e tecnologias. Para o Brasil, a medida pode elevar a incerteza sobre o fornecimento de fertilizantes, impactando o agronegócio e, potencialmente, o custo de vida. Governos de países com forte relação comercial com a Rússia, como China, Índia e Brasil, provavelmente buscarão estratégias para mitigar os impactos sem romper laços. Sanções secundárias dos EUA ao Irã, intensificadas em 2018, resultaram em quedas de aproximadamente 25% nas exportações de petróleo iraniano em seis meses e reconfiguraram o mercado global de energia. O próximo gatilho será a aprovação final e a implementação da legislação nos EUA, bem como a lista detalhada de entidades e países-alvo. No médio prazo (6-12 meses), espera-se uma fragmentação ainda maior do comércio global, com blocos econômicos se fortalecendo e a busca por desdollarização em transações internacionais.
Nas próximas 4-8 semanas, espera-se que os mercados reajam à incerteza sobre a aprovação e escopo da lei de sanções, com o USDBRL podendo testar a faixa de R$5.25-5.30 e o ouro ganhando valor. O principal gatilho de aceleração será a clareza sobre quais países e setores serão mais visados, potencialmente levando a uma reconfiguração mais agressiva das alocações de capital no médio prazo.
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