A Justiça de Gibraltar, em cumprimento de um pedido do Ministério Público de São Paulo, decretou o bloqueio de R$ 2,3 milhões de um brasileiro suspeito de crimes cibernéticos, que incluíam dólares americanos e criptomoedas mantidas em instituições financeiras sediadas em Gibraltar. A ação foi realizada pela Secretaria de Cooperação Jurídica Internacional (Seinter) e pelos promotores do CyberGaeco – força-tarefa da Promotoria que combate ilícitos digitais via a internet. O Ministério Público afirmou que a medida garante a reparação de danos às vítimas, conforme o artigo 91 do Código Penal, que prevê a perda e o confisco de valores supostamente procedentes de crime. A Secretaria de Cooperação Internacional, com apoio do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), localizou os ativos no exterior e colaborou com autoridades estrangeiras para viabilizar o cumprimento internacional das medidas assecuratórias determinadas pelo Poder Judiciário brasileiro. O bloqueio, equivalente a R$ 2,3 milhões, foi executado pelo Office of Criminal Prosecutions and Litigation de Gibraltar.
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