Trump ameaça nova onda de ataques ao Irã

Na quinta-feira, 5 de novembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar uma nova ofensiva militar contra o Irã. Após uma reunião com sua equipe de segurança nacional na Casa Branca, Trump afirmou que decidirá em breve se ampliará os bombardeios contra o país, em meio às negociações sobre o programa nuclear iraniano. Ele disse que os ataques já provocaram danos que poderiam levar de 25 a 30 anos para serem reparados e sinalizou que novas operações poderiam atingir outras partes do território iraniano. A ameaça ocorreu após a derrota dos republicanos nas eleições legislativas de terça-feira, 3 de novembro, em uma disputa marcada pelo desgaste provocado pela guerra e pela alta dos combustíveis nos Estados Unidos. Segundo a Associated Press, o conflito com o Irã foi um dos fatores que contribuíram para a insatisfação dos eleitores com o governo Trump. De acordo com o site americano Axios, Trump analisa três possibilidades para os próximos passos da guerra: retomar ataques de grande escala, manter a pressão econômica sobre Teerã ou negociar um acordo com concessões do governo iraniano. O presidente sustenta que as operações militares comprometeram significativamente a capacidade do Irã de desenvolver armas nucleares e que a manutenção do bloqueio naval tem pressionado a economia iraniana. Apesar das declarações, Washington ainda não anunciou uma nova operação militar. O Comando Central das Forças Armadas americanas prepara alternativas para uma eventual retomada dos combates, mas não recebeu ordem para executá-las. Enquanto isso, países do Oriente Médio tentam construir uma saída diplomática para o conflito. O Catar atua como intermediário nas conversões entre Washington e Teerã, que envolvem o programa nuclear iraniano, as sanções econômicas americanas e a situação do estreito de Ormuz. Uma proposta discutida pelos mediadores prevê medidas graduais para restabelecer a confiança entre os dois países, incluindo o alívio do bloqueio naval americano e a retomada de inspeções internacionais em instalações nucleares iranianas. O governo iraniano mantém exigências para avançar nas negociações, entre elas a suspensão de sanções impostas pelos Estados Unidos. Trump descartou a possibilidade de aceitar um acordo que permita ao Irã desenvolver uma arma nuclear.

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