Após trimestres de aperto em sua operação brasileira, a gigante de bebidas Heineken divulgou nesta quarta-feira (28) que seus volumes no país voltaram a crescer no terceiro trimestre deste ano. O resultado, assim como a melhora no México, contribuiu para o avanço dos volumes nas Américas, que totalizaram 23,6 milhões de hectolitros, alta de 2,1% na comparação anual. No acumulado do ano, entretanto, região apresentou queda de 1,6% no volume, para 69,3 milhões de hectolitros. A empresa disse que a região retomou o crescimento no trimestre, demonstrando uma melhora gradual mesmo diante de um mercado ainda fraco. A receita líquida das Américas avançou 3,1% no trimestre, para 2,763 bilhões de euros. O setor de cerveja tem sido bastante pressionado no Brasil por causa de um clima mais frio em regiões importantes para o consumo, sobretudo o Sudeste. O cenário tem afetado com mais força as marcas populares, cujos volumes estão mais concentrados em bares. Como forma de contornar os efeitos do clima, as empresas passaram a dobrar a aposta em inovação e marcas premium, em busca de estimular novas ocasiões de consumo. Globalmente, a Heineken fechou o trimestre com volume total de 76 milhões de hectolitros, alta de 4,8% na comparação anual. No Brasil, a gigante de bebidas apontou crescimento de dois dígitos para a marca Heineken, assim como avanço de um dígito alto para a Amstel. A empresa destacou ainda o lançamento da Heineken Ultimate no Brasil, que estaria fortalecendo a proposta da marca por meio de uma bebida com menos álcool, calorias e sem glúten. Um dos principais destaques positivos para o resultado da Heineken foi a região Ásia-Pacífico, com destaque para Vietnã, China e Índia. A região registrou salto de 17,3% no volume, para 16 milhões de hectolitros. Sobre as projeções para o futuro, a empresa disse que, dadas as condições macroeconômicas atuais, assume um ambiente de consumo geralmente estável em todos os seus mercados. “Estamos acelerando uma execução disciplinada da nossa estratégia e continuamos a investir em crescimento sustentável, amparado por produtividade”, disse a empresa. Segundo a companhia, diante desse cenário, há confiança de que o grupo entregará o guidance de crescimento do lucro operacional entre 2% e 6% no ano. A empresa disse ainda que todas as suas projeções foram mantidas. Em sua primeira manifestação, o novo CEO da Heineken, Rafael Oliveira, destacou o crescimento de volume de quase 5%, com contribuições positivas de todas as regiões e uma entrega forte das marcas. “Ingressar na Heineken em um momento em que nossas equipes apresentam resultados sólidos, ao mesmo tempo que permanecem focadas na implementação de nossa estratégia, é um verdadeiro privilégio. Minhas primeiras impressões são positivas, especialmente em relação à força de nossas marcas, ao comprometimento de nossos funcionários e ao potencial de crescimento em nossas diferentes regiões de atuação”, disse. A divulgação da Heineken chega em uma semana agitada para o setor de bebidas, que ontem acompanhou os dados da Coca-Cola e amanhã deve analisar de perto os números da Ambev. Brasil O volume de cerveja vendido pelo grupo Heineken no Brasil cresceu um dígito médio (entre 4% e 6%) no terceiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2025, impulsionado pelas marcas Heineken e Amstel. Segundo a companhia, a ampliação do volume foi um dos fatores que contribuiu para que a receita crescesse entre 14% e 16%. A Heineken não divulga dados numéricos referentes somente às vendas no Brasil. Bloomberg
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