O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy informou ao Financial Times em Londres que a Ucrânia retomará os ataques de drones a refinarias de petróleo russas. A medida encerra uma pausa de três dias nas operações, solicitada pelos EUA, que não foi correspondida pela Rússia. A intensificação dos ataques na infraestrutura energética russa pode reduzir a capacidade de refino e, consequentemente, a oferta de produtos derivados de petróleo no mercado global. Isso afeta o equilíbrio entre oferta e demanda, impactando os preços de combustíveis e a logística internacional. O cenário global de oferta de petróleo influencia diretamente o preço do Brent, que por sua vez afeta o custo do combustível no Brasil e a inflação, impactando indiretamente o poder de compra e as decisões do Copom sobre a Selic. A notícia menciona a alegação anterior de President Trump sobre um "cessar-fogo energético", indicando uma tentativa diplomática que falhou. Durante a invasão da Ucrânia em 2022, o preço do Brent chegou a ultrapassar US$130 por barril, refletindo a preocupação com a segurança energética e a oferta global. Os próximos desenvolvimentos incluem a observação da frequência e eficácia dos ataques ucranianos, bem como a resposta militar russa. O desfecho dependerá da extensão dos danos às refinarias russas, da capacidade de contornar as interrupções na cadeia de suprimentos e da evolução das tensões geopolíticas, que podem influenciar a disponibilidade de petróleo e derivados.
A evolução do conflito, especialmente a eficácia e a frequência dos ataques ucranianos, e a resposta russa definirão o desfecho. A divulgação de dados sobre a produção de petróleo e derivados da Rússia, bem como as declarações dos países membros da OPEP+, serão cruciais para monitorar a oferta global e a percepção de risco do mercado.
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