Choque nos preços do combustível reduz vendas de carros a gasolina

O choque no Estreito de Hormuz provocou um aumento recorde dos preços da gasolina, levando a participação de carros a combustão a cair abaixo de 50% nas vendas globais pela primeira vez. Esse aumento eleva o custo total de propriedade dos veículos a gasolina, tornando os elétricos mais competitivos. Montadoras dependentes de vendas de veículos a gasolina, como Toyota, sentem pressão, enquanto fabricantes de EVs como Tesla e BYD ganham demanda; ao mesmo tempo, produtores de petróleo como Exxon Mobil se beneficiam dos preços mais altos. O efeito chega ao investidor brasileiro através da inflação de energia, custos de transporte e variações nas cotações das ações de petróleo, automóveis e companhias aéreas negociadas nas bolsas locais e internacionais. Historicamente, o embargo de 1973 elevou o preço do petróleo e impulsionou a adoção de veículos mais eficientes, resultando em aumento de 15% nas vendas de modelos econômicos nos EUA. O próximo relatório da OICA sobre produção de veículos, previsto para dezembro, será crucial para confirmar a tendência. O desfecho dependerá da trajetória dos preços de energia e da velocidade de adoção de veículos elétricos nos próximos meses.

Análise

A definição do desfecho dependerá da evolução dos preços do petróleo (Brent) e dos relatórios mensais de vendas de EVs da IEA e da produção global da OICA, com próximo relatório da OICA previsto para dezembro.

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