O UBS, por meio de seus analistas, contesta a visão de consenso do mercado sobre os preços do minério de ferro, que tem sido historicamente pessimista. A instituição argumenta que a demanda por aço fora da China demonstra maior durabilidade do que o previsto, enquanto o crescimento da oferta de unidades de ferro tem sido superestimado. Se a tese do UBS se concretizar, os preços do minério de ferro permanecerão em patamares mais elevados, impactando positivamente as receitas e margens de lucro das grandes mineradoras. Isso se traduz em um cenário favorável para empresas como BHP, RIO e FMG, além de produtoras brasileiras como VALE3 e CMIN3, que podem experimentar resultados financeiros mais robustos. Um paralelo histórico pode ser traçado com o período pós-crise de 2008, quando o consenso de commodities foi superado pela forte demanda global, impulsionando lucros recordes para o setor até 2011. O que define o desfecho é o monitoramento contínuo dos dados de produção industrial global e os relatórios de demanda de aço, que são divulgados mensalmente pela World Steel Association. No médio prazo, o cenário depende da sustentabilidade da demanda global de aço e do ritmo de crescimento da oferta de minério de ferro.
O que define o desfecho é o acompanhamento dos relatórios mensais de produção industrial e demanda de aço da World Steel Association, geralmente divulgados na terceira semana de cada mês. Adicionalmente, os balanços trimestrais das principais mineradoras evidenciarão as margens operacionais e o impacto dos preços do minério de ferro. Uma revisão do guidance de produção ou custos por parte das mineradoras também será um fator determinante.
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