O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou no domingo (30) que a recente desvalorização do iene, que superou 160 por dólar, é vista como um movimento 'bastante controlado', diferentemente da intervenção conjunta do Japão e dos EUA no mês passado. Essa declaração sinaliza que os EUA não consideram a fraqueza do iene como desordenada, removendo a pressão externa para uma intervenção imediata ou mudança na política monetária do Banco do Japão. Consequentemente, a divergência de políticas monetárias entre o Japão e os demais países desenvolvidos, especialmente os EUA, deve persistir, mantendo o iene sob pressão de depreciação. Para investidores brasileiros, isso reforça a atratividade de estratégias de carry trade, mas também expõe a riscos de volatilidade em moedas e commodities globais. Em 2022, a intervenção unilateral do Japão, quando o iene atingiu ~145 por dólar, resultou em uma apreciação temporária de cerca de 5 JPY. O próximo gatilho a monitorar é a reunião do BoJ e os dados de inflação dos EUA, que podem influenciar o diferencial de juros. No médio prazo, a persistência da fraqueza do iene dependerá da política do BoJ e da postura do Fed.
Nas próximas 2-4 semanas, o USDJPY ($160 hoje) deve manter a tendência de alta se o Banco do Japão não sinalizar uma mudança em sua política de controle da curva de juros e os dados de inflação dos EUA não surpreenderem para baixo. Um gatilho para uma reversão significativa seria uma intervenção unilateral japonesa ou um corte inesperado de juros pelo Federal Reserve, o que diminuiria o diferencial de taxas.
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