A França viveu um fim de semana de intenso conflito social, com centenas de milhares de pessoas nas ruas de Paris protestando contra o alto custo de vida. As manifestações resultaram em cenas de violência, uso de gás lacrimogêneo pela polícia na Place de la République, bicicletas incendiadas e saques a lojas e shoppings. Em meio ao caos, cafés da cidade permaneceram abertos, atendendo residentes e turistas que consumiam cerveja e spritz. Segundo o Le Monde, a jovem loira que tirou selfies diante de bicicletas queimadas exemplifica a atmosfera de espetáculo. Em uma loja de departamentos BHV, perto da Prefeitura, um grupo de cerca de dez indivíduos arrombou vitrines e furtou relógios e joias. O balanço preliminar aponta centenas de milhões de euros em prejuízos, com mais de 200 presos e cerca de 30 mil saqueadores identificados. Itens roubados, como produtos da Sephora, foram colocados à venda em plataformas como Vinted, indicando um mercado secundário de bens ilícitos.
A divulgação dos dados de vendas do varejo francês para outubro, prevista para 15 de novembro, revelará a extensão das perdas decorrentes dos protestos.
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