A região metropolitana de Moscou foi alvo de quase 1.500 drones entre 22 e 30 de agosto, conforme relatado pelo prefeito Sergey Sobyanin, com a maioria sendo neutralizada pelas defesas aéreas. Este volume massivo de ataques sinaliza uma escalada significativa das tensões geopolíticas, elevando o prêmio de risco em mercados globais. As consequências incluem um impulso para o setor de defesa e cibersegurança, com empresas como Lockheed Martin e Rheinmetall potencialmente beneficiadas, enquanto a instabilidade geral favorece o dólar americano, pressionando o real brasileiro. Há um paralelo histórico com os ataques às instalações petrolíferas da Arábia Saudita em 2019, que causaram um salto de 15% nos preços do petróleo. O monitoramento de quaisquer novos ataques ou retaliações será crucial nas próximas semanas, e a expectativa é de que o cenário de risco geopolítico persista no médio prazo.
Nas próximas 1-2 semanas, espera-se que os mercados permaneçam sensíveis a qualquer nova informação sobre os ataques ou retaliações, mantendo um prêmio de risco geopolítico elevado. Se a situação se deteriorar, com ataques bem-sucedidos a alvos estratégicos, o Brent pode testar a faixa de $95-100, e o USDBRL ($5.2054) pode se aproximar de R$5.30-5.35. As decisões do FOMC em 16 de setembro e do COPOM em 17 de setembro serão gatilhos para reavaliação de risco e taxas de juros, influenciando o apetite por risco.
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